segunda-feira, 20 de maio de 2019

Paulo partiu esta manhã.... (assim disse Ana Lúcia)
Irmãozão, estou em uma confusão aqui... a pensar no que sentir. Sentirei saudades do teu jeito alegre e sossegado... da forma generosa e compreensiva de tratar a todos. Um pouquinho de inveja por saber que você volta a conversar com mamãe antes de mim, sei que ela está contigo. 

Sei, sei.... fui egoísta novamente. E eu havia prometido. Quera te ter aqui por mais tempo, muito mais tempo, na verdade. Agora vou ter que conversar contigo só no meu coração e ouvir as tuas sábias palavras apenas nos meus melhores sonhos. 

Estou apaziguado. estou triste, um pouquinho inconformado, mas o que sei é que muito pouco sei. Eu adorava te ver feliz no meio desta filharada linda e apaixonada por ti, como eu. 



Quero agradecer-te com o coração iluminado, as explicações da adolescência, todas as orientações por toda a minha vida, a proteção da infância... Teve um tempo em que brigávamos feio, eu era uma peste mas sei que você pegava leve comigo. O amor incondicional, sem queixas ou reparos que sempre me dedicou. 

Erros? Lembro dos meus e foram muitos... De nós, lembro dos passeios, das praias e festas, das embaixadas da Escola Técnica, que fui em quantas você foi, talvez tenha ido mais do que outros, alunos regulares da escola. 

Imagino, que você vai abrir os olhos aí deste lado e, se olhar para cá e puder nos ver, um pouco mais solitários e saudosos, certamente esticará o braço e passará, como sempre, as mãos pelas nossas cabeças, mercê do teu grande amor, compassivo e grandioso.


Vai com Deus, amado e amoroso irmão. Tentarei estar aqui para os teus filhos, para Miriam, se e quando precisarem. Guardarei o dia de hoje como guardei cada dia 10 de setembro, com satisfação especial, até o dia em que for ter contigo novamente.
Até breve, amado irmão. Deus te abençoe.

domingo, 21 de outubro de 2018



O POVO BRASILEIRO
Tentarei resgatar, a quem interessar possa, a explicação de um medo arquétipo entranhado no inconsciente do povo brasileiro como herança de um dos procedimentos mais lamentáveis da História da Humanidade, superado apenas, talvez, pelo Holocausto Judeu, pelos Nazistas: A "Santa" Inquisição que de santa não teve nada. 
Nestes tempos sombrios, as crianças nascidas com a suas habilidades concentradas no seu lado esquerdo eram consideradas como vitimadas pelo demônio ainda no ventre materno e sacrificadas. Na Itália, sinistro é sinônimo de esquerdo e, no Brasil, refere-se a amedrontador, demoníaco. Por estas plagas também, canhoto é sinônimo de capeta em alguns lugares. O que seria de mim, se não estivesse livre destas considerações ignóbeis? Eu tenho 5 filhos, 3 destros e 2 "sinistros" (um casal de canhotos)... 

Então, é fácil entender que eu não me arrepio a simples menção de uma pessoa ao se afirmar de "esquerda" como grande parte dos nossos conterrâneos, que já pensam em pessoas ruins e traiçoeiras que desejam a nossa ruína. Mas de onde veio, esta história que classifica uns como de "direita" e outros como de "esquerda"? O que significa verdadeiramente isto? Quem quer o bem do nosso país? Quem quer o mal? 

Vamos voltar um pouco na História, até a Idade Média, quando grande parte do mundo era governada por reis. A França, monárquica, sob a batuta do Rei Luis XV, metera-se numa guerra contra a Inglaterra e a Prússia, pelo controle das colônias recém-descobertas, que durava 7 anos.  Esta guerra exauriu a maior parte do tesouro real e o rei, para mantê-la, como os nossos políticos de hoje, AUMENTOU os impostos. Bem, a organização da sociedade francesa mantinha 3 classes de pessoas bem distintas: a nobreza (parentes e amigos do rei donos de títulos nobiliárquicos), a burguesia (os comerciantes enriquecidos) e os trabalhadores (artesãos e camponeses). Logicamente, os impostos, que faziam a felicidade do rei e da nobreza, eram arrancados da astúcia dos burgueses e do suor dos trabalhadores. Estas duas classes, levadas a penúria pelo aumento irracional de impostos, estavam logicamente infelizes com o rei. Bom, a França perdeu a guerra e logicamente teve as suas forças militares enfraquecidas. Este enfraquecimento propiciou, alguns anos depois, um levante que ficou conhecido como a Revolução Francesa ("Allons les enfants de la Patrie..."), culminado com a simbólica Queda da Bastilha e o guilhotinamento do rei de então, Luis XVI. Este levante levado a efeito pela Burguesia e pelos Trabalhadores, irmanados para destronar um rei antipopular e derrotado, levou a República e a necessidade de construção de novos tempos para uma nova Pátria. Era necessário que se traçassem diretrizes bem claras e fortes para proteger os interesses dos vencedores. O pequeno problema com isto é que, os interesses dos vencedores, além de derrubar o rei e o regime, NÃO ERAM TÃO IGUAIS ASSIM. 

Desta forma, nas assembléias que aconteceram para se moldar o novo país, os representantes da Burguesia, chamados Girondinos, sentavam-se juntos A DIREITA e os representantes dos Trabalhadores, chamados Jacobinos, sentavam-se A ESQUERDA. 
Pronto, desde então, os que defendem os interesses dos ricos, são os da DIREITA e aqueles que defendem os interesses do povo são os da ESQUERDA.. 
Mas, lembrem-se, nenhum dos dois são ligados ao demônio. Apenas certifique-se de que sabe se você é RICO, ou burguês, ou POBRE, ou trabalhador. Não sabe como verificar? É simples. Se você passar 2 meses sem receber dinheiro, a tua vida continua a mesma? Pense.


domingo, 31 de dezembro de 2017

Você tem um

consigo mesmo, com o eu interior. Ele grita "socorro" para você. Ele precisa que você se reencontre com a sua própria humanidade. Deus grita no teu íntimo "eu te amo", você precisa se amar também!

          Hoje, eu assisti uma reportagem. Uma mulher, simpática, muito bem arrumada, noticiava que um ambulante fora atropelado a beira da estrada, na descida para a Baixada, local das praias para onde os paulistanos 'fogem', enfrentando um tráfego  sempre muito grande. E a moça parecia muito mais incomodada com o "ATRASO" que o acidente provocara aquelas milhares de pessoas que  tentavam chegar ao seu destino para se divertir neste fim de ano do que COM O DESTINO DO POBRE RAPAZ ATROPELADO.
Pensemos... Isto está certo? Estamos todos vivendo, PENSANDO ASSIM? Este é o valor da integridade física, da saúde, de uma vida humana para cada um de nós? Um atraso? Quer dizer que, no fundo, a vida alheia tornou-se apenas isto? Um incômodo, um inconveniente importuno?
       Antes de te dizer tudo quanto te desejo de bom neste ano que chega (e em todos os próximos), quero te convidar a uma reflexão. A compreensão da nossa própria humanidade e daqueles que nos cercam, mesmo que momentaneamente. Não podemos nos esquecer, perder de vista, por um instante sequer, a humanidade de todos, a capacidade de sentir dor, saudade, sofrer de cada pessoa viva neste mundo.

Feche os olhos, mentalize  uma mulher com o filho querido, tão esperado em seus braços. De olhos fechados ainda, pensemos. O que será que ela pensa, sente, deseja para aquele pequeno ser nos seus braços? Que sofra? Sinta dor? Chore? Adoeça? Claro que não! Ela lhe deseja todo o bem que conseguir imaginar na sua mente, no seu coração. Conseguiu imaginar? 
Então, ótimo... Segure esta emoção na mente, estenda o pensamento para toda a humanidade, estenda, neste momento de generosidade este desejo positivo para todos que conhece, todos que consegue lembrar e peça a Deus que distribua também para todos aqueles que por acaso você não se lembrou, todos aqueles que sequer conheceu!  Então, neste fim de 2017 e início de 2018, além de todo o bem que sempre te desejei, a cada dia que me lembrei de ti, esta dádiva compartilhada: o REENCONTRO com o nosso ser humano, sensível, generoso, empático, amoroso e compreensivo.
                   Feliz 2018! Um grande e amoroso abraço e que as bençãos do nosso bom Deus estejam presentes a cada momento da tua vida.
                   




segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

O Brasil TEM JEITO! Uma reflexão para o Novo Ano.

     Esta é a pergunta que devem estar se fazendo milhares, talvez milhões, de brasileiros por todo o país. Brasileiros com um pouco de consciência, compreensão e caráter. Brasileiros que não tiram, nem pretendem tirar, vantagens desta situação caótica e insustentável.
     Esta é a pergunta que EU me fiz e faço muitas vezes, pensando no país que os nossos filhos recebem e receberão... Cada vez pior? Pode ser que, no alto da nossa pirâmide social, os seus frequentadores não se façam esta pergunta e achem tudo muito bom. Pode ser que na base desta mesma  pirâmide, ladrões, estupradores, pequenos traficantes, estelionatários, comerciantes desonestos, todo tipo de espertalhão ou bandido também ache a situação boa: não existe cadeia ou polícia suficientes para enfrentá-los e, se vão presos, algumas autoridades fazem o possível para mandá-los de novo para as ruas, o quanto antes, segundo a lei vigente. Não importa o crime que cometeram ou quantos. Existem até "especialistas em segurança pública" que usufruem de injustificáveis minutos em telejornais, afim de justificar esta barbárie: a existência de indultos, progressão e redução de penas, diminuição de regimes fechados e o consequente aumento de regimes semiabertos e abertos, até mesmo a famigerada "prisão domiciliar" virou uma panacéia para alguns criminosos. A limitação da possibilidade de punição através de quaisquer justificativas, por mais esfarrapadas e inaceitáveis que sejam para as vítimas e as pessoas de bem. As suas explicações? O Estado não tem, NÃO TEM condições de construir presídios suficientes para tantos criminosos.(!!!) - São minhas as exclamações, o espanto é meu! Percebo que a CAUSA está sendo tratada como CONSEQUÊNCIA e as consequências como se fossem a causa. Fico imaginando o tamanho da cara de pau de quem pensa e fala assim(ou o quanto pode estar se sentindo protegido).

     Talvez, algumas autoridades neste país entendam esta situação como desesperadora e inaceitável e vejam a necessidade de urgentes e radicais mudanças. Talvez, outras tantas nem tanto... Como é mesmo a estória do formigueiro? Ah: "O que vem de baixo não me atinge."
     Mas, na realidade, o Brasil tem jeito? Na realidade, o Brasil da teoria, na prática, é outro. Mas pode piorar... Vai piorar? Ou vai melhorar? Para esta reflexão não ficar investida apenas de desânimo e desesperança, suponhamos que sim, que possa melhorar. Então...
     Para abordarmos esta viagem, de melhoria, é necessário que, pelo menos, possamos descobrir o que está errado, se não o soubermos. Então, vamos refletir... 
     
     A educação está certa ou errada? Temos creches, escolas, colégios, faculdades e universidades para todos que precisam e querem? Todos tem ensino de  qualidade ao menos aceitável para uma formação correta? Todos gozam de uma estrutura boa, professores bem pagos e comprometidos, bibliotecas e laboratórios a disposição? A  organização escolar funciona e os processos escolares são eficientes e eficazes? Podemos dizer que o currículo escolar é adequado a cultura média que se busca, que a realidade que nos circunda é concretamente entendida? O conteúdo programático é aprendido por pelo menos 70 por cento dos estudantes? Bom, esta é uma boa ideia do que é uma educação razoável. Se possível, ela deve incorporar, nos seus processos educacionais, a prática de esportes saudáveis e variados, que estimulem a competitividade leal e o crescimento do caráter e da determinação, a socialização e o espírito de equipe. Ética social e política,  Filosofia, também devem ser ensinadas e aprendidas. O reforço de uma escala de valores correta originada em casa, no seio da família, é mais uma parte importante. Aliás, as crianças crescem num ambiente seguro e equilibrado, nos seus lares? Aprendem a gostar de pessoas e animais, de arte, de literatura e de música e a detestar a violência e a desonestidade? Parece-me que o governo está muito mais interessado na sexualidade dos nossos jovens do que na sua formação geral (do que a sexualidade deveria ser apenas uma parte). Quem sabe religião? Aquela parte de "Amai ao teu próximo como a ti mesmo."
     A saúde pública. Está certa ou errada? Todos achamos que só deve ter direito a uma medicina de qualidade, com médicos e remédios eficientes aquele que puder pagar, e muito, para tê-la? E, todos concordamos que esta é a situação atual da saúde no nosso país? E como deveria ser? Temos exemplos de outros países que funcionam bem? Como será que é nestes "paraísos"? Entendemos que a população que pode pagar por um atendimento de qualidade possa escolher pagar e pagar, se quiser. No entanto, mais importante do que isto é que, aqueles que não podem pagar, também tenham um atendimento de qualidade e os remédios necessários se não os puderem comprar. As contas dos hospitais públicos devem ser claras e acessíveis a todos. Aqueles que praticam a medicina pública, em suas diversas instâncias, prestam contas de alguma forma dos seus acertos e erros? Existem estatísticas sobre a eficiência e agilidade do atendimento e dos tratamentos aplicados? Dos exames realizados?
As instâncias de governo devem destinar um mínimo necessário para viabilizar o atendimento médico que seja das suas responsabilidades. Acima de tudo, é preciso desmascarar a falácia de que a saúde pública sirva de oportunidade de lucro para profissionais e empresários aproveitadores, perdulários e, incompetentes. Prevenção e esclarecimento, saneamento básico, vacinação, remédios acessíveis e atendimento público rápido e qualificado, o que inclue a realização de exames. Não devemos ter restrição de nacionalidades, mas de atuação, para aqueles que cuidam da nossa saúde e até mesmo salvam as nossas vidas.
     O emprego e a renda, da população, é claro, são suficientes? Se formos analisar as nossas cidades, estados, regiões e o país, podemos afirmar que todos recebem pelo seu trabalho o necessário para uma existência digna? Todos podem garantir, com o fruto do seu trabalho, moradia, educação, saúde e lazer dignos para si e para toda a sua família? Será que achamos justo que não seja assim? Podemos aceitar que não seja assim? Na nossa cabeça, achamos que existem profissões mais importantes do que outras, a ponto de que aqueles que labutam nestas ditas "profissões menos importantes" mereçam levar uma existência deplorável e indigna? Será que pensamos realmente assim ou, enquanto nos preocupamos muito com o nosso próprio umbigo e o umbigo dos nossos entes queridos, conseguimos nos distrair deste fato fundamental? Tem gente morrendo de fome, gente morando na rua, gente sem ter o que vestir. Tem gente levada as margens da existência humana e além delas. Nós, que gostamos de pensar que somos os melhores e mais conscientes eleitores, os melhores e mais conscientes compradores, os melhores e mais conscientes conservadores do meio ambiente, dedicamos quanto tempo da nossa "privilegiada inteligência" para considerar a vida dos que sofrem, dos que estão abandonados? Foi assim que aprendemos na nossa "igreja", com as nossas mães? Com o exemplo dos nossos pais?
     O transporte público é suficiente, confortável e eficiente? Como se sentem aqueles que usam os ônibus, trens e metrôs nos seus deslocamentos diários? Estão satisfeitos? Os preços cobrados são coerentes ou exorbitantes? A organização das nossas cidades favorece o deslocamento saudável entre casa, trabalho, lazer e compras? O que achamos da nossa "mobilidade urbana" nas nossas cidades médias e grandes?
    
     Então, o que podemos fazer para melhorar? Querer? Mágica? Milagres? De início, gostaria de pedir a vocês, leitores, que colocassem aí, nos comentários as suas idéias e sugestões e poderíamos fazer um post futuro somente com elas. Mas também quero compartilhar com vocês, as minhas idéias, os meus sonhos, as minhas esperanças. Podemos começar NÃO VOTANDO EM NINGUÉM QUE ESTÁ AÍ, de acordo com este ESTADO DE COISAS. Convidemos os candidatos para reuniões, assembléias, nos nossos condomínios, nas nossas ruas, nos nossos bairros. Criemos as NOSSAS AGENDAS POLÍTICAS, exijamos dos candidatos futuros a sua ADERÊNCIA a estas agendas e que ASSINEM UM CONTRATO A SER REGISTRADO EM CARTÓRIO, deixando a nossa disposição o seu mandato. Se ele não praticar, não tentar viabilizar as nossas idéias e expectativas colocadas nestes CONTRATOS SOCIAIS, principalmente se votarem contra elas,  que possamos lhes tirar este mandato, através de um processo público aberto. Certamente, não faltarão bons advogados entre nós dispostos a redigir estes contratos de forma legal e válida. E este contratos deverão ter as milhares de assinaturas daqueles que se comprometerem a votar nos candidatos signatários das suas idéias, que amarraram  o mandato que lhes daremos a estas mesmas idéias. Desta forma, este candidatos, futuros parlamentares não serão seduzidos pelos lobistas, mas por nós, quer dizer, pelo nosso contrato.
     De resto, todos sabemos todas as medidas necessárias para melhorar, salários, educação, saúde e segurança pública. Não é segredo para ninguém, mas importa em tempo, trabalho e VONTADE  DE FAZER. O nosso hino, tão belo, diz: "...dos filhos deste solo és MÃE GENTIL"... É? Precisa voltar a ser!

domingo, 24 de dezembro de 2017

Chegamos ao natal. 
O aniversário é de Jesus e a festa é nossa.

Temos um, não, dois dias para nos lembrarmos de nossa humanidade, dos nossos sentimentos e emoções, para pensarmos naquelas pessoas que amamos, com quem nos importamos.

Embalados pela suavidade da mensagem de Salvação, trazida pela
chegada de Jesus, inconscientemente até resgatamos muitas coisas
boas que passam a maior parte do ano esquecidas.

Mais do que o fim e início dos anos juntos, o nascimento de Jesus
suscita sensibilidade, empatia e amor. O ato de importar-se com o
outro e desejar para ele o que pensamos de melhor.

Com o coração cheio da alegria que lembrar de ti me traz, aproveito esta oportunidade única para renovar entre nós a amizade, o amor e as melhores coisas que a minha mente pode conceber para desejar para ti e para todos que você ama.

FELIZ NATAL.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

NATAL DOS FILHOS E DOS PAIS

           Sei de pelo menos uma pessoa, que afirma sem dúvidas que não gosta de Natal e que, para si, o Natal é um momento de tristeza e desolação. Nunca concordei, mas sabedor da distância e da saudade a lhe incomodarem o coração amoroso, sempre que fala assim, eu procuro poupá-la de um debate improdutivo e inoportuno. 
          As vezes é impossível abraçar fisicamente os filhos, irmãos e pais no natal. Para todos os pais, filhos e irmãos separados neste momento especial, o mais ameno dos sentimentos é mesmo a saudade e a maior dor é a impossibilidade de ver, de abraçar e de beijar.
         Pais, filhos, afastados pela distância física ou pelo véu da existência, experimentam uma emoção diferente da alegria geral. A incondicionalidade do amor verdadeiro não deixa margens para explicações, compreensão de motivos ou para julgamentos - fere. No momento da saudade, apertam-se os corações de santos e pecadores.
        Então, neste momento, em que a distância é pior do que qualquer remorso, abraço aqui, por cada mãe, cada pai, cada filho, cada irmão que não pode fazê-lo, os motivos maiores da minha existência, os meus amados filhos:
Clarissa, Illyana, Milena, Álvaro, Isabel e Diógenes, Joaninha e Diego,
os meus irmãos amados Ana Maria, Antenor, Paulo, Antônio Jorge, Ana Lúcia e Denise.
envio também um abraço astral para o meus amados paizinho e mãezinha:
Diógenes e Valdemira.

       No Natal desejamos aos nossos filhos, 

beleza ,

iluminação  e



presentes            .
          No entanto, tudo que podemos dispor para eles é feito de sentimento, emoção, imaginação, saudade e um imenso e incondicional amor.

Neste Natal,  

(aos meus amigos queridos!)

querido e especial amigo, você lê estas palavras porque a tua ausência fundamenta a minha saudade, os momentos em que não estivemos juntos só foram amenizados pelas boas lembranças daqueles momentos em que estivemos.

       Acho que estou ficando velho, porque nunca antes preocupei-me tanto com o teu bem-estar, nunca antes gastei tanto tempo e imaginação a pensar em ti feliz e sorridente entre os teus entes queridos.


           Sinto-me gratificado, abençoado e agradeço a Deus por pontificar-te na minha vida, por termos vivido momentos muito legais juntos. Vou passar este natal a imaginar maneiras de nos encontrarmos outras vezes, por motivos felizes, com os corações cheios de alegria e um sorriso largo nas faces.
           Que todos os teus momentos tenham paz, alegria, aceitação e júbilo.

                Feliz Natal e um Ano Novo cheio de Felicidades!


Álvaro Roberto de Oliveira